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8 July 2017

Is Heidegger a face of Dōgen?

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“You may suppose that time is only passing away, and not understand that time never arrives. Although understanding itself is time, understanding does not depend on its arrival.

People only see time’s coming and going, and do not thoroughly understand that the time-being abides in each moment. This being so, when can they penetrate the barrier? Even if people recognized the time-being in each moment, who could give expression to this recognition? Even if they could give expression to this recognition for a long time, who could stop looking for the realization of the original face?

According to ordinary people’s view of the time-being, even enlightenment and nirvana as the time-being would merely be aspects of coming and going.

(…)

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Zen Master Kuei-sheng of She Prefecture is the heir of Shou-shan, a dharma descendant of Lin-chi. One day he taught the assembly:

For the time being mind arrives, but words do not.
For the time being words arrive, but mind does not.
For the time being both mind and words arrive.
For the time being neither mind nor words arrive.

Both mind and words are the time-being. Both arriving and not-arriving are the time-being. When the moment of arriving has not appeared, the moment of not-arriving is here. Mind is donkey, words are a horse. Having-already-arrived is words and not-having-left is mind. Arriving is not “coming,” not-arriving is not “not yet.”

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The time-being is like this. Arriving is overwhelmed by arriving, but not by not-arriving. Not-arriving is overwhelmed by not-arriving, but not by arriving. Mind overwhelms mind and sees mind, words overwhelm words and see words. Overwhelming overwhelms overwhelming and sees overwhelming. Overwhelming is nothing but overwhelming. This is time.

As overwhelming is caused by you, there is no overwhelming that is separate from you. Thus you go out and meet someone. Someone meets someone. You meet yourself. Going out meets going out. If these are not the actualization of time, they cannot be thus.”



Extracts from “The Time-Being (Uji)”, written by Zen Master Dōgen (Japan, 1240) – Translation by Dan Welch and Kazuaki Tanahashi

21 May 2017

Paperback edition of THE SEAFARER, THE SEA: She Awes now available online

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3 March 2017

'O Valete de Espadas'

"Uma resposta é uma coisa séria, mesmo quando se trata de um cumprimento. Há sempre o perigo de responder errado. Por isso, às vezes -- muitas vezes -- prefiro passar por incivil e não respondo. Todos os erros do mundo se devem a respostas erradas. Além disso, aquele "bonjour, m'sieu"-- foi tão débil e maquinal, que não lhe correspondia resposta alguma. De palavras assim, o povo diz que entram por um ouvido e saem pelo outro. As verdadeiras perguntas talvez nem entrem pelo ouvido. Caem no coração e ficam batendo aflitamente as asas, como um pássaro no alçapão."

"Em que língua deverei falar? É fora de dúvida que não estou em meu país. Em meu país todos os homens são deliciosamente morenos e de belos rostos compassivos. Estes são ruivos, louros, calvos, narigudos. Todos os sinais de imbecilidade e grossura das raças louras. De qualquer maneira, é preciso perguntar."

"Aproximei-me do porteiro. Ia crivá-lo de perguntas. O homem estendeu-me maquinalmente o braço para receber uma coisa que eu tinha na mão. Hesitei um momento, e estendi-a:
--Sim, senhor. Minha chave."

"Fiquei curioso para ver a face dos outros, e olhei as mesas em redor. Um bigode maior, um bigode menor, mas todos do mesmo feitio. As senhoras e senhoritas provavelmente pintaram os lábios com o mesmo batom. São faces de um clichê coletivo. Quem será o autor desse clichê? São rostos sem mistério. Mas estão longe de ser francos. Os rostos verdadeiramente francos abrem janelas para o mistério. Não são assim despejados."

"Dói muito a condição dos homens. Está sujeita a todo um jogo de engrenagens inesperadas. As plantas e os animais são mais felizes, porque morrem com muita facilidade. As orquídeas do Equador e as jandaias cearenses não saberiam viver um dia nas regiões polares. Não aceitam a mudança. Seria a metamorfose. E entre a metarmofose e a morte, preferem a morte." -


Trechos de 'O Valete de Espadas', Cap. I, de Gerardo Mello Mourão

1 March 2017

The balance of the limbs
Inside a flower

A blend of muscles and breath

And us, centaurs without a horse,
Fooled by our own reading

Be either ourselves churches or belonging to one
Oh, dear! Of the lords, this is power. Believe.

Flower, oh flower of the giants

From dust, it is:

CARITAS


Poem from my book "The Seafarer, The Sea: She Awes."

17 February 2017

The Disappearing Buddha?

"(...) So people, many of them projected onto me, whether positively or negatively, but yes they projected. And because they projected they weren't really able to experience me or communicate with me as I really was. I won't say really was in the ultimate metaphysical sense, but at least as I really was in the more conventional sense. And it's because they were unable to experience me as I really was, so to speak, that the real communication between us could not go beyond a certain point."

 "Here we're too different, we can be a little bit different of course, well we are different anyway, but we mustn't be too different, otherwise people will project onto us and projection interferes with communication."


Fragments from 'The Disappearing Buddha' by Sangharakshita (https://www.freebuddhistaudio.com/texts/read?num=183&at=text&p=3)

What Sangharakshita says in these fragments apply to many other cases. When, for example, a Tao follower or any other foreigner doesn't know whether he or she is judgemental or is overloaded by so many strange projections onto him/her. It's quite tiring and it does block any possible spontaneous communication with people. It can also apply to people's communication via social networks, in which one's political views, if not fitting into a standard view of political correctness, can be targeted with speech projections of other people's prejudices as a means of Catharsis, purification.

8 February 2017

O Presságio das Arribações

As estações mudam, como de se esperar, ante as nossas vistas núbias. Arribações pressagiam desgraça. Uma festa de urubus tomando a cor do sol nascente. Preparam-se para limpar as carcaças.

Imigrações em massa. Início da seca, da fome.

Eu sou um pássaro e mesmo assim ponho um ovo a mais sobre a planície dos mundos. Por que questionar as vilezas de um tempo assim? Eu também tenho o meu fim no horizonte. Que eu então me ocupe de meu ninho e me esqueça das nuanças entre bom e mau. Isso eu deixo aos tolos. Que percam os seus digestivos.

Se questionar a maldade é somente questionar as grandes mídias, mesmo que não traga nada mais do que confusão, a que me serve? Que se dane o progresso do mundo. De nada saberei entre o mau e o bom espelhando-me em tolices. Eu não perco a minha face perante o tempo. Que eu sou finito, eu sei. Assim como todos os meus vizinhos. Logo, seguirei procurando rios e bebedouros.

Sei também o que há por vir. Que quando os urubus chegarem, eles serão os nossos heróis. E meus vizinhos os seguirão, mesmo depois de tanto os condenarem. E a visão do futuro será tomada por pássaros comendo os olhos dos mortos. E talvez de alguns vivos. Em suas vastidões, o medo e a fome girarão a grande roda do mundo mais uma vez.




Texto de Karinna A. Gulias

26 January 2017

Live is greater



Sempre gostei da alma um tanto árabe desta canção. O que injustamente não encaixa tão bem é a letra, óbvia. A maneira de cantar de Dulce Pontes não é a minha favorita, mas eu gosto neste arranjo ao vivo, pois Dulce improvisa e canta com paixão.

Há uma outra versão também muito bonita de Amália:

13 December 2016

Novo poema, novo livro


Poema do meu novo livro "Estória: Significados da Continuação"

*Clique na imagem para aumentar

Novo poema, novo livro


Meu novo livro se chama "Estória: Significados da Continuação"

*Clique na imagem para aumentar

10 November 2016

Wolfchase

Rain

Clattering around my eyes like a herd of bucks

During a wolfchase


Rain,

Then rain

It is as I am:

An image of a firecat

Projected onto my eyelids.



By Karinna A Gulias
Homage to Wallace Stevens

30 October 2016

Interessante leitura, que descobri recentemente: -- Isadora Machado

[a busca]

"deito-me na grama com minhas breves palavras. tais quais moscas, tudo que penso-pedra me persegue em rodopios resumidos."

(...)

"dessa busca: medito meu abdômen, e nele contemplo o Macho."

(...)

Mojuba!

"darei ao não-quer-ser da vida os nomes de filha e filho -- raça gerada colheita, maldito seja o parassempre dos genes."

(...)

Zarabanda p'a que zarabanda#1 -

"que seu nome é nome pela existência com a qual lhe crio. então que seja útil a você o caminho que carrega. dínamo viril p'a que sejam flores. p'a que navegue: pois que corrente seja fluxo, e que não ate [sic]; pois que maré seja coragem, e não assim. o som é mudo. o som é mudo. o som é mudo. fazendo desse canto poema diminuto, e não reza. e que ele deseje a festa e peça a quimera e queira a ferida e então cuide. que este isto lhe queira para o mundo finito. peço por tantos que você fique. longe ou perto, que viva entre as ervas e transforme-se hera. então que a palavra seja mágica não por força da reza, mas por força da palavra -- pois fé não é latifúndio da crença: é desejo de permanecer no fluido coração que eu te dou e que te faz ser tudo. no fim é só p'a que você seja. gagueje essa língua Criolla que te cria então eu lhe nino pelos dedos desenhados com a ponta da pena." (...)



Citações do livro Misantrópolis (Konkomunz Livro 1) de Isadora Machado, Jul 13 2015

21 September 2016

"Patronising" - a self-contradictory word

Let's remove the word "patronising" from the British dictionary, please. My eyes roll to this word and the people who use it. Normally, the ones who frequently patronise others are the ones who use this word the most, especially to manipulate people with different opinions.

7 September 2016

[Torre-olho]

Nos atos emque nossa terra espera grandezas de líder, ordenados, verticalismos, emque o sagrado purifica a palavra humana e implanta cidades, habitações de seres autônomos com seus caminhos postiços. Vigente. E da mulher, conceito e instituição moral: aquela que pronuncia a defesa da palavra presentérita. Planta datual guerra e comércio. Nas leituras emque tudo está na verdade daqueles que pensam na linha da história romântica, ideológica e cronológica: Descascar.

Nos atos feitos pelo nó da justiça da igualdade da liberdade. Os olhos encaram o objeto dismisso. Predomínio das coisas à imagem do vento: desmitificar de nomes e terras: Vento. Uno. Sobre aquelas que gestam: as coisas, a mulher, as mulheres, a terra; irremediavelmente iguais à vista. Conceitos puros presentéritos. Do subjeto olho que age livre. Conhecimento ativo: Descascar. 

Conflito: Não está tudo no olho de um.

A língua se faz com dois. O lugar: a guerra e a gesta.

Karinna A. Gulias
Texto de abertura do livro Maria da Graça, Terra dos nomes perdidos, que não foi publicado na primeira edição.

"Me gustan los que se callan y me gustan los que cantan"

16 August 2016

Disaster

In a world of poetry and poets
What is propriety if not cynicism,
Greatness if not fear?

We were born in a battlefield 
And all of us have lost

By and by we come to grips with loss of memory
In our endless growth.



By Karinna A. Gulias





Alejandra Pizarnik

Continuidad

No nombrar las cosas por sus nombres.
Las cosas tienen bordes dentados, vegetación lujuriosa.
Pero quién habla en la habitación llena de ojos.
Quién dentellea con una boca de papel.
Nombres que vienen, sombras con máscaras.
Cúrame del vacío -dije.

 (La luz se amaba en mi oscuridad.
Supe que ya no había cuando me encontré
Diciendo: soy yo.) Cúrame -dije.




Los trabajos y las noches

Para reconocer en la sed mi emblema
Para significar el único sueño
Para no sustentarme nunca de nuevo en el amor
He sido toda ofrenda
Un puro errar
De loba en el bosque
En la noche de los cuerpos
Para decir la palabra inocente.



Presencia

Tu voz
en este no poder salirse las cosas
de mi mirada
ellas me desposeen
hacen de mí un barco sobre un río de piedras
si no es tu voz
lluvia sola en mi silencio de fiebres
tú me desatas los ojos
y por favor
que me hables
siempre

27 July 2016

Some thoughts on interpretation and value 3 -- the reverence to our dead in bare soil

If not on rocks, then on concrete; we revere our dead ancestors. Our work, an imprint of our giant step.

So pure our memory, bare a land of many properties. Contrarily, if we pour libation on the ground, we offer language. If we offer language and a mother, then there must be no God. Humanity: realistic concept born to a breeding slave with no legs.

Who am I. Who are you.

Our present, spirituality from speculation. I : I – don’t know who I am. Mirroring to an eternal return; with no presence or gratitude.

What do we truly leave behind? I word you or prejudice.


By Karinna A. Gulias

Burial area at Calverton National Cemetery.